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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Viktor Belenko

O Tenente Viktor Ivanovich Belenko espantou muitos fantasmas do ocidente na década de 70, quando desertou da Força Aérea Soviética, fugindo com um Mikoyan-Gurevich MiG-25 para o Japão em 6 de Setembro de 1976.

O MiG-25 era um interceptador respeitável, ele foi a resposta soviética ao projeto a
mericano XB-70 Valkyrie. Durante seus testes, o MiG-25 foi sempre "vigiado" pelos americanos e em 73 um deles foi registrado por um radar sobrevoando Israel à velocidade de mach 3,2 (quase 4 mil km/h !). Essa incrível velocidade, somado à sua alardeada capacidade intercontinental, davam a capacidade de interceptar qualquer ameaça americana da época.

Quando Viktor Belenko chegou a Hakodate, no Japão, com apenas 30 segundos de combustível restantes, pousando em um aeroporto comercial, ele levava muitas informações sobre a aeronave, que por sinal foi completamente desmontada por técnicos e engenheiros americanos e japoneses, que descobriram importantes informações sobre o equipamento, incluindo detalhes que davam certa tranquilidade, como que a velocidade máxima não deveria exceder mach 2,5 sob pena de causar danos ao motor (aquele avião que foi visto a mach 3,2 pousou no Egito com os motores destruídos), que a visibilidade frontal do piloto era pífia, que o raio de combate era de 344km e outros detalhes.


Depois de pouco mais de 2 meses a aeronave foi devolvida à União Soviética, em caixas, completamente desmontada. Viktor Belenko foi interrogado durante 5 meses e recebeu asilo nos Estados Unidos pelo presidente Ford, depois foi contratado como uma espécie de consultor.


Fontes:

domingo, 23 de novembro de 2008

Mathias Rust

Em 28 de Maio de 1987, um monomotor Cessna 172 Skyhawk, pilotado por um jovem piloto amador da Alemanha Ociental. Mathias Rust, então com 19 anos de idade, realizou um vôo não-autorizado de mais de 900km entre Helsinki e o centro de 
Moscou, pousando lado-a-lado com os muros do Kremlim, em plena praça vermelha.


Pouco antes de entrar no espaço aéreo soviético, Rust era acompanhado pelos radares, ao efetivamente ultrapassar a fronteira, as unidades aéreas da região foram colocadas em alerta máximo e dois caças foram enviados para investigar o invasor e um dos pilotos relatou ter visto um pequeno avião monomotor de asa alta, similar a um Yak-12, recebendo tal informação o controle de solo parece ter decidido que o Cessna de Rust não era uma ameaça. Pouco após a aproximação dos dois primeiros caças, Rust decidiu reduzir a altitude para evitar algumas nuvens baixas e seu "blip" sumiu das telas do controle soviético. Qu
ando as condições climáticas melhoraram ele subiu novamente para o patamar de 2500 pés, quando foi novamente detectado pelos radares, dessa vez em outro setor, novamente dois caças foram enviados para investigar. Rust conta que, com céu claro e sol brilhando, viu uma grande sombra se aproximando e então um grande "whooooshhh" e um Mig-23 (como da foto abaixo) passou por ele, em configuração de pouso, com trens de pouso abaixados, flaps extendidos, as asas (de enflechamento variável) completamente abertas, para reduzir sua velocidade e poder acompanhar o pequeno Skyhawk, Rust diz não ter visto nenhum sinal do piloto do caça para seguí-lo ou algo assim. 


Os caças o acompanharam por cerca de um minuto, depois aceleraram e partiram. Anos depois um militar soviético disse que nessa segunda interceptação o comandante dos pilotos simplesmente não acreditou que fosse um avião privado ou não achou que isso fosse significante, e a informação não foi passada à frente. Por mais duas vezes, em outros setores de controle de tráfego aéreo foi confundido com aviões de treinamento militar e um helicóptero de resgate. Quando foi realmente identificado como uma ameaça não havia muitas opções para o comando militar soviético, já que desde a tragédia do vôo KAL007 alguns anos antes, qualquer possível abate de aeronave civil precisava ser autorizado pelo alto comando militar.
Rust ultrapassou os três anéis da defesa antiáerea de Moscou,  que se orgulhava de possuir o espaço aéreo mais protegido do mundo, e atingiu o espaço aéreo da capital soviética onde qualquer tipo de sobrevôo - militar ou civil, era proibido. Quando Rust localizou a praça vermelha, pensou em pousar dentro dos muros do Kremlim, mas mudou de idéia temendo ser morto por agentes da KGB. Ele pousou então próximo em uma ponte próximo à Praça Vermelha e parou sua aeronave em frente ao túmulo de Lenin.

Ele foi preso, condenado e depois de 14 meses libertado, voltando para a Alemanha Ocidental.

Após sua incrível proeza o então Ministro da Defesa, Serguei Sokolov e o comandante da defesa anti-aérea, Alexander Koldunov foram demitidos. O fato teve grande repercursão e impacto nas posteriores decisões militares soviéticas.

No Brasil, a banda Engenheiros do Hawaii fez a música "Exército de Um Homem Só" em homenagem ao vôo Rust.


Fontes: